“sometimes you make me feel like I’m living at the edge of the world”

A discografia completa dos The Cure já vivia em minha casa há uns três anos. Mas nunca lhes liguei. Gosto de seguir dicas e descobrir novos sons. Mas gosto também de ser eu a trilhar sozinha o caminho da descoberta. Com os Anathema aconteceu o mesmo: gravaram-me tudo mas demorou muito tempo até que lhes prestasse atenção. Porque tinha de ser eu, a ter vontade, a descobri-los sozinha, e não porque alguém me tinha sugerido. Não é algo rígido: ainda esta semana andei a ouvir Shamrain depois da dica do Bruno. É mais casmurrice, que me dá de vez em quando. Cada burro com as suas manias. Fica então uma das minhas músicas preferidas: Plainsong, do álbum Disintegration.

 

“I think it’s dark and it looks like rain”
You said
“And the wind is blowing like it’s the end of the world”
You said
“And it’s so cold
It’s like the cold if you were dead”
And then you smiled
For a second

“I think I’m old and I’m feeling pain”
You said
“And it’s all running out like it’s the end of the world”
You said
“And it’s so cold it’s like the cold if you were dead”
And then you smiled
For a second

Sometimes you make me feel
Like I’m living at the edge of the world
Like I’m living at the edge of the world
“It’s just the way I smile”
You said

1 Comentário(s)

  1. Fazes bem. Penso que a música tem de ser trilhada com os próprios pés, mas muitas vezes deixamos as coisas passarem. No que respeita aos The Cure, eu conheço muito bem, porque eles fazem parte da banda sonora da minha (turbulenta) adolescência. Pornography e Seventeen Seconds são para mim, os melhores álbuns deles. Marcaram o início da minha adolescência e de todas as inquietações. Início dos anos 80 (não tenho presentes as datas de ambos os álbuns, mas é muito por aí). Desintegration é muito bom, sem dúvida, mas já alinha numa vertente mais “comercial”, digamos…


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